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Posted by admin on maio - 31 - 2017 | 0 Comment

Metodologia é uma palavra derivada de “método”, do Latim “methodus” cujo significado é “caminho ou a via para a realização de algo”. Método é o processo para se atingir um determinado fim ou para se chegar ao conhecimento. Metodologia é o campo em que se estuda os melhores métodos praticados em determinada área para a produção do conhecimento. ”

Sendo assim, sabemos que existem metodologias de diferentes pensadores na nossa história. E porque metodologia é uma criação do ser humano, nós também criamos a nossa, combinando diversos conhecimentos absorvidos e testados através de cursos e capacitações. Neste artigo vamos mostrar a diferença entre o método de ensino que chamamos de método JC e métodos clássicos, baseados em outros estudos e pensadores.

Segundo a pirâmide de aprendizagem de Edgar Dale, conseguimos interpretar as maneiras em que o cérebro humano está mais apto para absorver informação, transformando-a em algum nível de conhecimento.

Por outro lado, concordemos que mesmo podendo ter 95% de absorção da informação quando ensinamos aos outros, não é possível aprender e reter TUDO, por isso classificamos o nosso conteúdo em 3 blocos, dando ao participante o caminho de se aprofundar no conteúdo, caso desperte sua curiosidade:

  1. Devo saber:

O principal motivo pelo qual os participantes foram convocados a aprender. O que é mais essencial do conteúdo.

2.Bom saber:

Informações que complementam e ilustram o treinamento, mas não é o que mais urgentemente deve ser assimilado.

3. Onde encontrar mais informações:

Pistas e caminhos de como aprofundar o conhecimento: fontes internas de documentação da empresa, mestres no tema ou sites da internet.

Baseado em metodologias testadas e aprovadas, adotamos e adaptamos um formato de ensinar adultos que vem trazendo muitos resultados, e que facilita realmente o aprendizado e a retenção do conteúdo abordado.

Na sequência, uma tabela mostrando as diferenças entre o método clássico e o método JC.

MÉTODO CLÁSSICO

MÉTODO JC

VIP Facilitador Participante, suas dúvidas, necessidades e bem-estar.
Participante Consumidor Criador
Prioridade Conteúdo Contexto em que o conteúdo será aprendido.
Ênfase Competição Colaboração
Respeito ao participante Como o participante não é prioridade, eventualmente ele/ela pode ser exposto ou humilhado, sem que essa tenha sido a intenção do facilitador Um dos valores do método: o participante jamais é exposto ou humilhado.
Conversas entre os participantes Como a prioridade é passar um conteúdo, as conversas nem sempre são bem-vindas e dificilmente são planejadas e muito menos estruturadas. É um dos pilares do método: as conversas são planejadas, estruturadas e incentivadas.
Valores Valores individuais do instructor. Valores baseados no que dará resultado: ambição por aprender, respeito, interesse genuíno, fazer tudo com alegria e inovação.
Dependência de atividades Baixa: atividades são secundárias, a prioridade é passar o conteúdo. Alta: atividades são um dos pilares do método.
Mídia Única Transmídia (computador, cartazes, jogos, etc).
Dependência de slides Alta: o conteúdo está no formato de apresentação de slides, que na maioria dos treinamentos se tornaram guia de lembrança do que o facilitador precisa falar. Baixa: contexto, ambiente, clima, atividades são elementos mais importantes do que slides.
Transmissão de conteúdo Baseado no consumo de informação (slides ou vídeos). Baseado nos Valores e nos 7 Pilares do método.
Movimentação dentro da sala Levantar, andar pela sala e principalmente conversar com os outros participantes é visto como atitude desrespeitosa, desperdício de tempo e uma ameaça, pois o instrutor vê nisso a possibilidade de perder o controle do grupo. Levantar, andar pela sala e conversar com os outros, em pé, faz parte do processo de aumentar o nível de oxigênio do cérebro.
Antecipação de conteúdo Antecipar conteúdo em forma de cartazes (ou qualquer outra forma) pode dar a alguns instrutores clássicos a sensação de perda de controle sobre o conteúdo do treinamento. Conteúdo exposto na sala em forma de cartazes ajuda o participante a se engajar com o programa e aumenta o engajamento com o instrutor.
Programa Participante sai impressionado com a técnica e com o facilitador. Participante sai impressionado com suas próprias capacidades e potenciais.
Influência Jesuítas, militares e o sistema de ensino tradicional. João Bemvenutti, Bob Pike, Dave Meir, Spencer Kagan, Sivasailan “Thiagi”, Anthony Robbins, Richard Wurman, Noah Chomsky.

Poderíamos falar de cada um, mas isso daria um livro, então, destacamos quatro deles para detalhar melhor.

Os participantes têm uma experiência muito diferenciada entre os métodos. O método clássico foca no consumo de informação, sem realmente se preocupar se o aluno está sendo preparado para compreender e conectar o conteúdo que é transmitido. Nós acreditamos que para gerar uma experiência memorável, fácil de acessar o conhecimento adquirido, é preciso que o participante vivencie a experiência, se sentindo à vontade para oferecer o melhor de si, interagindo com os outros participantes e trocando insights que agregam para o momento.

Através de atividades e interações, quebramos a tensão do ambiente, encaminhando para um espaço mais propício ao aprendizado do adulto.

Muitos facilitadores usam slides para a transmissão do seu conteúdo, porém, eles acabam presos a eles, deixando de abordar outras possibilidades que uma experiência de aprendizado pode gerar, como múltiplos e diversos impactos no cérebro humano. No caso, nos baseamos em 7 pilares para o aprendizado do participante ser mais eficiente:

CONTEXTO: • É mais importante que o conteúdo.

• Por contexto entendemos o ambiente, o clima, o engajamento com as pessoas e com o conteúdo.

CÉREBRO: • Treinamento baseado no processamento cerebral.

• Ambiente seguro acalma a mente, aliviando a tensão e facilitando o engajamento com pessoas e conteúdos diferentes.

• Processar informação é mais importante do que consumir informação.

• Cérebro oxigenado processa e retém maior quantidade de informação.

CONVERSAÇÃO: quanto mais o participante falar, mais vai aprender.

COLABORAÇÃO: entre os participantes; fundamental para o adulto compartilhar seus conhecimentos.

ACCOUNTABILITY: não fazer pelo participante o que ele pode fazer por ele mesmo.

ATIVIDADES: se pode ser transmitido por uma atividade, então pode ser evitado um slide.

AUTOESTIMA: participantes não gostam de expor sua ignorância em público.

Dentro dos 7 pilares, ainda destacamos a colaboração entre os participantes (ou aprendizagem cooperativa), que ocorre em um ambiente leve, livre de críticas, sem tensão, no qual um participante ensina outro por meio de “bate-papos”. A Aprendizagem Cooperativa produz engajamento, liga o participante ao conteúdo, aproxima os participantes e aumenta a retenção do conteúdo em até 25%. Na metodologia da Aprendizagem Cooperativa, o foco principal é no participante, não no conteúdo em si e muito menos no instrutor.

E, por último, destacamos o momento final, onde no método clássico o participante sai impressionado com o conhecimento do facilitador e suas técnicas, enquanto no método JC, ele sai impressionado com a sua própria capacidade e conhecimento adquirido durante a experiência vivenciada.

Com essas informações, concluímos que o participante (adulto) aprende melhor com liberdade e Accountability.

Sentir que o ambiente é seguro, que está livre de críticas e que pode se expor, dizer o que pensa e fazer perguntas tranquilamente, sem receio de passar vergonha. Poder fazer algumas escolhas, decidir algo em relação ao programa ou à agenda. Sentir que também está conduzindo e não que está sendo conduzido o tempo todo.

Poder demonstrar o que já sabe, ter oportunidade de falar ou de demonstrar que já possui conhecimento sobre o tema e que sua experiência ou vivência pode agregar algo a alguém. Participar de atividades que desafi­em a sua inteligência, que despertem curiosidade e, principalmente, que façam sentido. E poder aplicar o que foi aprendido o mais rápido possível, ver resultados do aprendizado, ter a oportunidade de ensinar a alguém o que acabou de aprender, validando aquele novo conhecimento.

Em breve faremos outro post, mostrando o lado da neurociência e as condições básicas de que o cérebro necessita para processar e reter novas informações.