Accountable Leader: como a Accountability está revolucionando o modelo de liderança nas empresasGuiadas por um ambiente mercadológico e de consumo que cobra, de modo cada vez mais incisivo, um senso claro de responsabilidade corporativa por parte das organizações, vemos hoje corporações do Brasil e do mundo em busca de consolidar culturas nas quais a prestação de contas, transparência nas relações e o protagonismo em assumir uma postura ética façam parte da mentalidade de todos os colaboradores de uma empresa. Esses passos são extremamente positivos e demonstram uma preocupação genuína do ambiente de negócios nacional em firmar controles e uma estrutura organizacional que, não só, minimiza riscos nas mais diversas frentes – do relacionamento com órgãos legais e fiscalizatórios a gestão dos recursos financeiros de uma empresa –, mas também transmite um posicionamento de confiabilidade para o mercado, stakeholders, clientes e investidores. No entanto, eles sozinhos não bastam: cada colaborador de uma empresa precisa carregar consigo as virtudes morais que façam com que ele haja com responsabilidade, entendimento dos impactos de suas ações e com protagonismo para assumir tarefas, gerar resultados e contribuir em suas equipes – sempre de acordo com princípios éticos e transparência. É aí que entra o papel do líder e, especialmente, do "Accountable Leader" – aquele executivo ou gestor que entende, justamente, que ele deve ser o primeiro a dar o exemplo nos processos de prestação de contas, proatividade, colaboração e agindo enquanto um dono moral que se preocupa, concomitantemente, em zelar pelo futuro de uma organização e pelo desenvolvimento de seus times. Por sua vez, quando a Accountability ganha sustentação nas diferentes áreas de uma empresa, o hall de políticas relacionadas a governança, compliance, segurança e ESG – cujas demandas, como vimos, crescem no mercado – terão caminhos mais abertos e muito mais chances de prosperar e criar raízes nas organizações. Foi pensando nesse papel central dos líderes enquanto vetores da Accountability, que lançamos o curso "Accountable Leader"! Ao longo de 20 horas de conteúdo intensivo e imersivo, líderes e profissionais que estão se preparando para assumir um cargo de gestão poderão trilhar uma jornada completa para desenvolver e reforçar os princípios da Accountability em suas atuações. Por meio do curso, será possível também trabalhar estratégias de comunicação e o poder da influência que os líderes exercem no processo de implantação da Accountability em uma empresa. Desenvolvido exclusivamente pela Accountability Academy, o curso tem duração de 10 semanas e você pode começar a hora que desejar e conduzir no seu próprio tempo, já que o formato é EAD para dar mais liberdade aos participantes. Dê esse passo, e se torne o líder accountable que o mercado precisa!    Accountability na vida corporativa: como eliminar desculpas e alcançar seus objetivosEm sua vida corporativa, certamente você já deve ter convivido com colegas ou mesmo líderes com dificuldades para assumir maiores níveis de responsabilidade sobre um desafio, problema ou demanda da empresa, não é mesmo? É comum, aliás, que nós mesmos sigamos pela rota das desculpas – seja quando interrompemos nossas atividades e sofremos com a procrastinação; quando nos tornamos alheios ou buscamos caminhos que nos impedem de enfrentar um problema; e acabamos, por fim, encontrando nas desculpas um mecanismo para "aliviar a pressão" na qual, não raro, nos colocamos por conta própria. Fato é que, em um mundo não tão binário, há muitas razões que justificam a entrada no processo da "Desculpability" e isso, naturalmente, se reflete em nosso dia a dia profissional. "Eu não sabia dessa informação"; "Não recebi o contato do meu chefe”; "Isso não é minha responsabilidade"; "Esse processo sempre foi feito dessa forma". Esses são apenas alguns dos exemplos clássicos das desculpas usadas no meio corporativo que refletem um modelo mental que se sustenta a partir de hábitos e costumes de nossa sociedade e sem que, muitas vezes, sejamos capazes de perceber quando agimos assim. Com isso, uma série de comportamentos vão se estruturando na cultura de uma organização e eles incluem:   1- A falta de proatividade – quando o profissional não demonstra disposição para identificar problemas e propor soluções (ao invés de apenas se queixar); 2- Culpabilização do outro/do meio – a responsabilidade pelo descumprimento de prazos, as falhas em processos e a baixa performance nunca é do próprio indivíduo, mas do líder que não mandou o e-mail, do trânsito, do cliente, do colega, etc.; 3- Falta de empatia e de compromisso com o ecossistema de uma organização – a pessoa que está imersa nas desculpas, como vimos, nem sempre nota que seu baixo desempenho afeta toda a sua equipe, colegas e sua própria jornada profissional.   Mas não se engane: todos nós, em maior ou menor grau, carregamos conosco camadas de Desculpability que são difundidas por meio da cultura, de nossa formação e históricos de vida, e o objetivo deste artigo não é criar um modelo empresarial punitivista – que coíbe o erro a todo custo. Na verdade, estruturas organizacionais que se pautam por essa filosofia tendem, não só, a bloquear processos criativos e a inovação, mas também a aumentar a lista de desculpas no negócio em virtude do "medo da punição". Não, a resposta para sair do círculo vicioso das desculpas está na introdução da Accountability na vida corporativa: que permite que lideranças e colaboradores não só reconheçam problemas, mas sejam capazes de superá-los e ir além do que se espera a partir de uma atitude proativa. A Accountability oferece também o senso de dono moral para um indivíduo, que passa a atuar de modo responsável e com transparência, genuinamente atento com os impactos de suas ações sobre colegas, meio corporativo, stakeholders e clientes. Só a partir da Accountability, é possível reconhecer quando estamos adotando desculpas como um mecanismo de fuga para nos ausentarmos do comprometimento com nossos objetivos, metas comuns e resultados que devemos entregar em uma empresa. Assim, gradativamente, o hábito da Desculpability é substituído pelas virtudes morais da Accountability até que elas se tornem novos modelos estruturantes de nossa consciência enquanto profissionais. Essa é uma jornada que se constrói a cada dia e que deve ser aprimorada continuamente, de preferência com o auxílio de lideranças que transmitem feedbacks concomitantemente honestos e empáticos. De preferência, o ideal é que os líderes busquem formações na área de Accountability, de modo que sejam capazes de transmitir esses valores na organização em que atuam. Na Accountability Academy, contamos com diferentes módulos e cursos que podem auxiliar você e sua equipe nessa busca. Com isso, as desculpas não serão mais pedras que se interpõem na rota dos objetivos de sua empresa e do desenvolvimento de seus colaboradores em prol da excelência. Desculpability e motivação: como o modelo mental afeta a realização de tarefasSão diversos os dados que comprovam o quanto a falta de motivação nas empresas se coloca como um dos principais obstáculos para o sucesso das organizações no mercado contemporâneo. Mas você sabia que esses impactos, em muitos casos, estão ligados ao modelo mental da Desculpability, no qual colaboradores e lideranças adotam mecanismos de fuga e desculpas constantes para não se responsabilizarem sobre seus resultados, ações e a condução de suas carreiras? Para termos uma perspectiva objetiva sobre o desafio da motivação nos negócios, uma pesquisa da Gallup com dados de 2022 apontou que somente 23% dos profissionais ao redor do mundo se sentem engajados com o trabalho. Por outro lado, em empresas com boas práticas de gestão de pessoas, os indicadores de motivação sobem para 72%, gerando benefícios que incluem desde a redução do absenteísmo até um aumento de 18% na produtividade e de 23% na proatividade. Para colher esses ganhos, um dos passos estratégicos que devem ser adotados pelas lideranças – os quais influenciam diretamente na motivação das equipes, segundo um levantamento recente da Robert Half – diz respeito ao trabalho de implantação e sustentação da Accountability na cultura das empresas. Como você poderá conferir neste artigo, a Accountability é uma virtude essencial para que o contexto cultural e clima de uma organização sejam permeados por princípios de produtividade, responsabilidade e transparência. Com isso, será possível eliminar de vez a Desculpability da realidade de sua empresa e formar times com talentos de alta performance.  

Desculpability e os impactos na motivação dos colaboradores

Imagine trabalhar diariamente com uma série de pensamentos limitantes que lhe "dizem" que você não é capaz de conquistar seus objetivos e o que o melhor a se fazer é adotar uma postura de distanciamento, evitando ao máximo se comprometer com qualquer projeto, regra ou resultado de longo prazo. Na Desculpability, prevalece a lei do mínimo esforço combinada com um excesso de individualismo que nos impede de enxergar o impacto de nossas ações sobre o esforço de nossos colegas e também como uma empresa deficitária acaba por diminuir as possibilidades de crescimento de nossas próprias carreiras. Infelizmente, em nossa sociedade, é muito comum que sejamos ensinados a adotar o comportamento evasivo de dar desculpas constantes, a normalizar o não-cumprimento de prazos e acordos e a de não perseguirmos nossos objetivos com uma atitude proativa. Assim, a Desculpability passa a fazer parte de nossa estrutura emocional e, nesse contexto, nada mais natural que tenhamos tantos colaboradores sem motivação nas empresas. Mas esse cenário pode mudar quando reconhecemos e desejamos vencer os bloqueios que impedem nosso desenvolvimento enquanto profissionais e pessoas engajadas com nossa própria evolução – e com a influência que exercemos nos ambientes em que atuamos. É aí que entra a Accountability.  

Accountability: um processo de transformação em prol do engajamento

De modo objetivo, a Accountability consiste em um conjunto de virtudes por meio das quais os talentos de todos os níveis de um negócio passam a internalizar um senso de dono moral nas empresas que os permitem, por sua vez, romper com crenças limitantes e se sentirem capazes de atingir metas, gerar resultados e se engajar com os objetivos de uma organização. Para tanto, as lideranças precisam, antes de tudo, reconhecer os padrões de Desculpability na empresa. Em seguida, é preciso incorporar, estimular e aprimorar continuamente as virtudes da Accountability até que esse novo modelo mental se torne um hábito na companhia. Finalmente, o último passo se dá quando os colaboradores passam a inspirar seu meio e influenciar positivamente colegas a partir de atitudes responsáveis, comprometidas e que favorecem a construção de um ambiente corporativo saudável e leve. Na Accountability Academy, oferecemos uma série de possibilidades para que as empresas fortaleçam uma cultura na qual a Accountability é um vetor para muitos benefícios, incluindo a motivação e o engajamento de times excepcionais. Que tal começar a deixar as desculpas de lado e vencer a Desculpability para impulsionar o crescimento da sua organização? Accountability e a gestão de riscos empresariaisA preocupação com a gestão de riscos empresariais tem crescido no Brasil e no mundo e pode ser observada, por exemplo, na expansão do direcionamento de recursos financeiros para a formação de estruturas de compliance que visam, justamente, manter as empresas alinhadas com as normas que regem as relações socioeconômicas dentro de uma cultura que passa a valorizar, cada vez mais, a transparência – ao passo que desvios éticos e corporativos podem comprometer o legado e o futuro das organizações no mercado. Esse cenário foi confirmado por um estudo da Deloitte o qual apontou que, no Brasil, 73% das empresas pretendem ampliar seus investimentos em programas de compliance até 2024. Também em nosso país, a PwC identificou que 60% dos executivos aumentaram seus gastos com tecnologias para a gestão de riscos. É importante reforçar, aliás, que essa é uma tendência global: de acordo com uma projeção da consultoria Allied Market Research, até 2027, o setor de gestão de riscos deve crescer a um ritmo médio anual de 18,87% e alcançar, mundialmente, mais de US$ 27 bilhões em valores de mercado.  

Accountability como base para a gestão de riscos

Tudo isso é muito positivo e demonstra um interesse genuíno de muitas organizações para que seus negócios se construam segundo princípios de governança e respeito às leis, ao mesmo tempo em que buscam prevenir, detectar e corrigir atos que ponham em risco a estabilidade e o crescimento futuro da empresa. No entanto, a gestão de riscos empresariais só será implementada de modo amplo e duradouro no dia a dia de uma corporação quando ela vier acompanhada de base de valores capazes de sustentar os esforços e investimentos em prol do compliance e da governança corporativa. É aí que entra a Accountability, conceito que, em sua perspectiva mais profunda, se refere não apenas a simples prestação de contas, mas, sobretudo, a um conjunto de virtudes que faz com que cada colaborador de uma empresa assuma o senso de dono moral daquela organização e, concomitantemente, entregue resultados com responsabilidade, ética, respeito e empatia pelo seu entorno (colegas, lideranças, stakeholders e consumidores). Em outras palavras, por meio da Accountability, os investimentos em gestão de riscos são alicerçados por um ecossistema humano de talentos que:  

Sem Accountability, não há a governança efetiva

Uma prova da importância da Accountability para o sucesso dos processos de gestão de riscos envolve o fato de que nem todos foram ensinados a agir com responsabilidade, protagonismo e segundo princípios morais sólidos. Sobre essa questão, uma reportagem da Harvard Business Review sobre as razões para o insucesso de programas de compliance indicou que 42% dos executivos entrevistados em uma pesquisa da E&Y seria capaz de adotar comportamentos antiéticos para cumprir suas metas financeiras. Ou seja: na base dos investimentos em estruturas e tecnologias em prol da governança e do controle de riscos empresariais, é fundamental que se invista na mudança de mentalidades, de modo que uma empresa possa se desenvolver a partir do trabalho de pessoas excelentes, comprometidas com resultados excepcionais e com o impacto positivo de suas ações. Desse modo, será possível vislumbrar um futuro em que os negócios cresçam a partir de valores éticos, com uma gestão de riscos efetiva e preservem seu sucesso dentro de um mercado em constante transformação no qual a transparência não é mais uma questão de escolha.A relação entre Accountability e confiança no ambiente de trabalhoQual a base da confiança? Certamente, essa reflexão pode abarcar um conjunto amplo de conceitos e nos remeter às mais distintas correntes da filosofia e do pensamento humano, mas, uma coisa salta aos olhos de modo mais evidente: a Accountability estará presente no conjunto de virtudes morais de pessoas em que podemos depositar confiança. Quando nos remetemos aos ambientes de trabalho, há ou não há alguns fatores práticos que fazem parte da conduta de colegas e líderes nos quais podemos confiar? Estamos falando, por exemplo, de indivíduos que cumprem com sua palavra, que se responsabilizam por suas ações, são capazes de assumir demandas de modo proativo e entregar resultados. Em outras palavras: confiamos em pessoas dotadas de Accountability, assumindo esse conceito enquanto a capacidade de atuarmos de forma responsável no mundo, entendendo os impactos de nossas ações e nos preocuparmos genuinamente com os outros, de modo que possamos buscar tanto o nosso desenvolvimento quanto a evolução daqueles que trabalham ou, em algum momento, dividem suas jornadas de vida conosco.  

Algumas etapas para construir relações de confiança no ambiente corporativo

Mas, no âmbito corporativo, para que a Accountability se difunda e se fortaleça dentro da cultura de um negócio, há alguns elementos fundamentais que precisam ser observados. Um deles é a questão da clareza e da assertividade – que vale para todos que desejam crescer no mercado, mas sobretudo para as lideranças responsáveis por guiar uma organização na direção do sucesso. E isso porque, sem um claro senso de propósito e uma consequente transparência nas relações, uma empresa perde o seu norte e fica, inclusive, mais exposta a desvios de conduta que, em tempos de ESG e crescimento dos investimentos em compliance, podem comprometer o legado de uma corporação. Esse, aliás, é um desafio e tanto, uma vez que, segundo a pesquisa "Workplace Accountability Study", 85% dos entrevistados afirmaram que não tem clareza sobre o que desejam alcançar as organizações onde atuam, fato que gera falta de alinhamento, foco e confiança. Outro ponto importante é o estímulo a autonomia – tanto no sentido de que os colaboradores sejam reconhecidos por suas ações e aprendam a trabalhar com responsabilidade, entendendo os efeitos de seus atos sobre todo o ecossistema corporativo; quanto para que possam fortalecer relações em prol do desenvolvimento de projetos, sabendo a hora de assumir tarefas e para quem podem delegar ações com confiança na entrega de resultados. Finalmente, o estudo contínuo de virtudes morais da Accountability – que podem, aliás, ser desenvolvidas de acordo com as especificidades de sua organização – é uma ação estratégica tão importante quanto a gestão das finanças ou do posicionamento de mercado de um negócio. Afinal de contas, sem essa base ética e moral, todo o potencial de uma empresa tende a ruir dentro de um mercado no qual a transparência não é mais, tão somente, uma questão de escolha, mas um pré-requisito para atrair investimentos, talentos e consumidores. O fato é que, sem Accountability, não há confiança, pois estamos falando de dois valores que se complementam e que favorecem a construção de culturas saudáveis, nas quais os resultados estão diretamente ligados a um senso de que, no fim das contas, todos nós somos "donos morais" das empresas e ambientes nos quais atuamos.