Desculpability: Como a Accountability pode eliminar seus efeitos e ajudar profissionais “enroladores”No ambiente corporativo, onde a eficiência e os resultados são essenciais, a presença de colaboradores que recorrem a desculpas para justificar a falta de desempenho pode ser altamente prejudicial.
Esse comportamento, conhecido como "Desculpability", não apenas afeta a produtividade individual, mas também compromete a cultura organizacional, gerando um clima de desconfiança e ineficiência em toda a equipe.
Reconhecer colaboradores que apresentam o modelo mental da Desculpability é crucial para mitigar seus efeitos. Esses indivíduos frequentemente agem como vítimas, transferem responsabilidades, apontam culpados e criam justificativas para suas falhas.
Além disso, eles tendem a evitar a colaboração, destacando erros alheios e minando o espírito de equipe.
Identificar esses comportamentos permite que as empresas tomem medidas proativas para abordar o problema e ajudar seus profissionais a melhorarem.
O perfil do colaborador "enrolador"
O profissional "enrolador" é aquele que constantemente se justifica e não assume suas responsabilidades. Ele cria um script de desculpas, como "não recebi as informações a tempo" ou "isso não é minha responsabilidade", para evitar críticas e consequências.
Esse comportamento não apenas afeta seu próprio desempenho, mas também prejudica a moral e a produtividade da equipe, visto que a Desculpability é altamente contagiosa, e se não for extinta a tempo, pode comprometer toda a empresa.
A Accountability é a chave para eliminar a Desculpability da sua equipe
A Accountability surge como uma solução eficaz para combater a Desculpability. Essa virtude moral incentiva a responsabilidade individual e coletiva, promovendo o senso de dono entre os colaboradores.
Ao adotar a Accountability, as empresas podem transformar sua cultura organizacional, estimulando a produtividade e a busca por resultados excepcionais.
Implementá-la nas organizações envolve um processo de desenvolvimento das virtudes morais. Isso começa com o reconhecimento da necessidade de mudança em todos os níveis e cargos. Com o tempo, essas práticas se tornam hábitos automáticos, integrando-se ao modelo mental dos colaboradores e fortalecendo o caráter do indivíduo.
Quer saber como estimular esse desenvolvimento e aprimoramento contínuo? O novo e-book gratuito da Accountability Academy oferece insights detalhados sobre como transformar a cultura da sua empresa e eliminar a Desculpability, promovendo uma cultura de alta performance e responsabilidade.
Além disso, abordamos os 10 comportamentos que caracterizam colaboradores com esse modelo mental e como lidar com isso; discorremos sobre os efeitos e consequências da Desculpability; disponibilizamos orientações práticas de João Cordeiro para líderes que desejam implementar a Accountability e muito mais.
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Accountability na vida corporativa: como eliminar desculpas e alcançar seus objetivosEm sua vida corporativa, certamente você já deve ter convivido com colegas ou mesmo líderes com dificuldades para assumir maiores níveis de responsabilidade sobre um desafio, problema ou demanda da empresa, não é mesmo?
É comum, aliás, que nós mesmos sigamos pela rota das desculpas – seja quando interrompemos nossas atividades e sofremos com a procrastinação; quando nos tornamos alheios ou buscamos caminhos que nos impedem de enfrentar um problema; e acabamos, por fim, encontrando nas desculpas um mecanismo para "aliviar a pressão" na qual, não raro, nos colocamos por conta própria.
Fato é que, em um mundo não tão binário, há muitas razões que justificam a entrada no processo da "Desculpability" e isso, naturalmente, se reflete em nosso dia a dia profissional.
"Eu não sabia dessa informação"; "Não recebi o contato do meu chefe”; "Isso não é minha responsabilidade"; "Esse processo sempre foi feito dessa forma". Esses são apenas alguns dos exemplos clássicos das desculpas usadas no meio corporativo que refletem um modelo mental que se sustenta a partir de hábitos e costumes de nossa sociedade e sem que, muitas vezes, sejamos capazes de perceber quando agimos assim.
Com isso, uma série de comportamentos vão se estruturando na cultura de uma organização e eles incluem:
1- A falta de proatividade – quando o profissional não demonstra disposição para identificar problemas e propor soluções (ao invés de apenas se queixar);
2- Culpabilização do outro/do meio – a responsabilidade pelo descumprimento de prazos, as falhas em processos e a baixa performance nunca é do próprio indivíduo, mas do líder que não mandou o e-mail, do trânsito, do cliente, do colega, etc.;
3- Falta de empatia e de compromisso com o ecossistema de uma organização – a pessoa que está imersa nas desculpas, como vimos, nem sempre nota que seu baixo desempenho afeta toda a sua equipe, colegas e sua própria jornada profissional.
Mas não se engane: todos nós, em maior ou menor grau, carregamos conosco camadas de Desculpability que são difundidas por meio da cultura, de nossa formação e históricos de vida, e o objetivo deste artigo não é criar um modelo empresarial punitivista – que coíbe o erro a todo custo.
Na verdade, estruturas organizacionais que se pautam por essa filosofia tendem, não só, a bloquear processos criativos e a inovação, mas também a aumentar a lista de desculpas no negócio em virtude do "medo da punição".
Não, a resposta para sair do círculo vicioso das desculpas está na introdução da Accountability na vida corporativa: que permite que lideranças e colaboradores não só reconheçam problemas, mas sejam capazes de superá-los e ir além do que se espera a partir de uma atitude proativa.
A Accountability oferece também o senso de dono moral para um indivíduo, que passa a atuar de modo responsável e com transparência, genuinamente atento com os impactos de suas ações sobre colegas, meio corporativo, stakeholders e clientes.
Só a partir da Accountability, é possível reconhecer quando estamos adotando desculpas como um mecanismo de fuga para nos ausentarmos do comprometimento com nossos objetivos, metas comuns e resultados que devemos entregar em uma empresa. Assim, gradativamente, o hábito da Desculpability é substituído pelas virtudes morais da Accountability até que elas se tornem novos modelos estruturantes de nossa consciência enquanto profissionais.
Essa é uma jornada que se constrói a cada dia e que deve ser aprimorada continuamente, de preferência com o auxílio de lideranças que transmitem feedbacks concomitantemente honestos e empáticos. De preferência, o ideal é que os líderes busquem formações na área de Accountability, de modo que sejam capazes de transmitir esses valores na organização em que atuam.
Na Accountability Academy, contamos com diferentes módulos e cursos que podem auxiliar você e sua equipe nessa busca. Com isso, as desculpas não serão mais pedras que se interpõem na rota dos objetivos de sua empresa e do desenvolvimento de seus colaboradores em prol da excelência.
Desculpability e motivação: como o modelo mental afeta a realização de tarefasSão diversos os dados que comprovam o quanto a falta de motivação nas empresas se coloca como um dos principais obstáculos para o sucesso das organizações no mercado contemporâneo. Mas você sabia que esses impactos, em muitos casos, estão ligados ao modelo mental da Desculpability, no qual colaboradores e lideranças adotam mecanismos de fuga e desculpas constantes para não se responsabilizarem sobre seus resultados, ações e a condução de suas carreiras?
Para termos uma perspectiva objetiva sobre o desafio da motivação nos negócios, uma pesquisa da Gallup com dados de 2022 apontou que somente 23% dos profissionais ao redor do mundo se sentem engajados com o trabalho.
Por outro lado, em empresas com boas práticas de gestão de pessoas, os indicadores de motivação sobem para 72%, gerando benefícios que incluem desde a redução do absenteísmo até um aumento de 18% na produtividade e de 23% na proatividade.
Para colher esses ganhos, um dos passos estratégicos que devem ser adotados pelas lideranças – os quais influenciam diretamente na motivação das equipes, segundo um levantamento recente da Robert Half – diz respeito ao trabalho de implantação e sustentação da Accountability na cultura das empresas.
Como você poderá conferir neste artigo, a Accountability é uma virtude essencial para que o contexto cultural e clima de uma organização sejam permeados por princípios de produtividade, responsabilidade e transparência. Com isso, será possível eliminar de vez a Desculpability da realidade de sua empresa e formar times com talentos de alta performance.
Desculpability e os impactos na motivação dos colaboradores
Imagine trabalhar diariamente com uma série de pensamentos limitantes que lhe "dizem" que você não é capaz de conquistar seus objetivos e o que o melhor a se fazer é adotar uma postura de distanciamento, evitando ao máximo se comprometer com qualquer projeto, regra ou resultado de longo prazo.
Na Desculpability, prevalece a lei do mínimo esforço combinada com um excesso de individualismo que nos impede de enxergar o impacto de nossas ações sobre o esforço de nossos colegas e também como uma empresa deficitária acaba por diminuir as possibilidades de crescimento de nossas próprias carreiras.
Infelizmente, em nossa sociedade, é muito comum que sejamos ensinados a adotar o comportamento evasivo de dar desculpas constantes, a normalizar o não-cumprimento de prazos e acordos e a de não perseguirmos nossos objetivos com uma atitude proativa.
Assim, a Desculpability passa a fazer parte de nossa estrutura emocional e, nesse contexto, nada mais natural que tenhamos tantos colaboradores sem motivação nas empresas.
Mas esse cenário pode mudar quando reconhecemos e desejamos vencer os bloqueios que impedem nosso desenvolvimento enquanto profissionais e pessoas engajadas com nossa própria evolução – e com a influência que exercemos nos ambientes em que atuamos. É aí que entra a Accountability.
Accountability: um processo de transformação em prol do engajamento
De modo objetivo, a Accountability consiste em um conjunto de virtudes por meio das quais os talentos de todos os níveis de um negócio passam a internalizar um senso de dono moral nas empresas que os permitem, por sua vez, romper com crenças limitantes e se sentirem capazes de atingir metas, gerar resultados e se engajar com os objetivos de uma organização.
Para tanto, as lideranças precisam, antes de tudo, reconhecer os padrões de Desculpability na empresa. Em seguida, é preciso incorporar, estimular e aprimorar continuamente as virtudes da Accountability até que esse novo modelo mental se torne um hábito na companhia.
Finalmente, o último passo se dá quando os colaboradores passam a inspirar seu meio e influenciar positivamente colegas a partir de atitudes responsáveis, comprometidas e que favorecem a construção de um ambiente corporativo saudável e leve.
Na Accountability Academy, oferecemos uma série de possibilidades para que as empresas fortaleçam uma cultura na qual a Accountability é um vetor para muitos benefícios, incluindo a motivação e o engajamento de times excepcionais. Que tal começar a deixar as desculpas de lado e vencer a Desculpability para impulsionar o crescimento da sua organização?
Os perigos da Desculpability para a cultura organizacional e como implementar a Accountability na sua empresaEm nossa trajetória de carreira, é comum que nos deparemos com líderes e colegas inspiradores, capazes de propor ideias que mudam as rotas de um negócio e que nos motivam a se engajar em um processo de desenvolvimento conjunto que beneficia todo o ecossistema de uma empresa (dos clientes aos tomadores de decisão).
Ao mesmo tempo, há também aqueles que, por diferentes razões, entraram em uma zona de conforto, parecem estagnados em suas carreiras e, alguns casos, até influenciam negativamente o clima de uma organização.
Seja por estarem sempre culpando os outros por suas ações ou por assumirem uma postura de vitimização e se colocarem na posição daqueles que constantemente reclamam, mas não propõem soluções para os desafios que, afinal de contas, fazem parte de qualquer contexto profissional e de vida.
Graças a uma série de hábitos e processos psicológicos limitantes construídos ao longo de uma história, esses profissionais deixam de exercer todo o seu potencial, autonomia e criatividade, entrando no terreno da Desculpability – um modelo mental em que, literalmente, indivíduos passam a não se responsabilizar por suas atitudes e vivem criando desculpas para não superar obstáculos, conquistar seus objetivos e para não atuar de modo colaborativo na sociedade, mercado e âmbito pessoal.
Você certamente conhece alguém que acha que o problema nunca é dele ou com ele, mas sempre "dos outros". Sem dúvidas, estamos falando de alguém que já está se colocou na estrutura psíquica da Desculpability.
Os impactos da Desculpability
Por sua vez, os impactos da Desculpability para o ambiente corporativo são diversos e podem afetar, no longo prazo, questões como:
● A produtividade das equipes;
● O engajamento e o interesse dos times pelos objetivos do negócio – afinal de contas, indivíduos que adotam a Desculpability em suas trajetórias profissionais não só não vestem a camisa, como influenciam os colegas a agirem da mesma forma;
● Desunião/falta de integração entre os colaboradores;
● Falta de governança e transparência;
● Os resultados da empresa – via de regra, quem está na Desculpability tem uma baixa performance e contribui para que esse desempenho ganhe escala na empresa.
E, quando falamos de líderes adeptos da Desculpability, os impactos podem ser ainda mais prejudiciais, uma vez que ocorrem constantes falhas de comunicação com seus times e pares; há um baixo comprometimento com as metas do negócio; falta de senso de responsabilidade e uma pressão nas equipes – no sentido de que o líder poderá sempre culpar seus subordinados pelos maus resultados que, de fato, tendem a acontecer, considerando-se que os talentos poderão seguir o exemplo negativo de seus superiores.
Accountability: o processo de transformação
Mas a boa notícia é que, apesar de tudo, esse modelo mental pode e deve ser transformado. No contexto profissional, lideranças responsáveis têm um papel decisivo no sentido de trabalhar a mudança de postura de cada um de seus talentos, de modo que eles iniciem uma trajetória que os leve da Desculpability para a Accountability.
Esse processo, inicialmente, envolve o reconhecimento. Perceba, em suas equipes, quais colaboradores demonstram comportamentos da Desculpability, tais quais:
● Excesso de individualismo;
● Má vontade para com processos, projetos e com os outros colegas;
● Comportamento alheio/falta de interesse;
● Dá sempre desculpas, culpa os outros e age como vítima;
● Dá justificativas sem necessidade e "só reclama".
Feito esse diagnóstico, não se trata aqui de simplesmente reprovar o comportamento de um profissional. Muitas vezes, você terá diante de si um talento que precisa ser lapidado e uma boa liderança será aquela que investe em processos educacionais, leituras e trocas que estimulem o profissional a abandonar aquele modelo mental e, gradativamente, assumir a autonomia sobre sua carreira e as responsabilidades sobre suas atitudes.
Naturalmente, é preciso que haja o desejo do colaborador em se desenvolver. Ao perceber o interesse, esse é o primeiro passo para a transformação e fortalecimento das virtudes da Accountability. Nossa academia pode apoiar sua empresa nessa jornada.
Lembre-se: há sempre um caminho para a mudança e para a superação dos complexos (mas não intransponíveis) desafios da Desculpability. Você, líder, está preparado para essa trajetória que certamente irá contribuir com os resultados excepcionais da sua organização?A Desculpability na liderança: como evitar esse modelo mental e inspirar sua equipe a entregar resultados excepcionais?"Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. É a única."
A frase do filósofo e teólogo alemão Albert Schweitzer fornece um importante norte para que se entenda o papel da liderança de uma organização no sentido de estimular comportamentos e posturas éticas que podem contribuir positiva ou negativamente para o sucesso daquela empresa.
Pense, por exemplo, na Desculpability–conceito analisado recentemente em nosso blog que envolve as atitudes de não se posicionar, dar desculpas e de responsabilizar (de modo contínuo) os outros por falhas ou contextos indesejáveis–e no qual danoso para um negócio pode ser esse modelo mental quando ele se insere no contexto dos tomadores de decisão da empresa.
Afinal de contas, se uma das principais atribuições de uma liderança corporativa é inspirar colaboradores a conquistarem resultados de excelência–bem como, de apoiar o desenvolvimento dos talentos de seus times–ao assumir um posicionamento de fuga de responsabilidades e da falta de uma comunicação transparente e assertiva a respeito do que se espera da equipe, os líderes, na prática, estão contribuindo para a construção de uma cultura sem uma base accountable na qual os profissionais (de todos os níveis) podem desenvolver o sentimento de dono tão requisitado no mercado atual.
Seja por receio de criar conflitos ou simplesmente pela repetição de um padrão de comportamento que talvez faça parte de um modelo mental de um determinado grupo. O fato é que, a Desculpability na liderança, no longo prazo, pode gerar efeitos como o aumento do turnover – pela falta de confiança que o gestor inspira em seus liderados – e os baixos índices de eficiência, uma vez que as atribuições das equipes e a metas não foram distribuídas com clareza e segurança.
A boa notícia é que, embora desafiador, é possível identificar comportamentos de Desculpability e criar estratégias para a construção de um ecossistema interno reverso a esse modelo mental e com as virtudes da Accountability.
Identificando a Desculpability: a superação em prol do crescimento de pessoas e organizações
O primeiro passo para a liderança é investir em um processo de autoanálise sincero e minucioso. Perceba, por exemplo, se em situações do dia a dia, os feedbacks não estão sendo transmitidos com a objetividade e a empatia necessárias, tanto para que o colaborador possa entender, de fato, aquilo que dele se espera, quanto para estimulá-lo a manter um canal aberto, expondo eventuais dificuldades e construindo um diálogo franco.
Outro ponto importante é trabalhar o desenvolvimento de soft skills de comunicação, proatividade e capacidade para negociação e delegação de tarefas, virtudes básicas, mas que, aos poucos, vão construindo uma perspectiva accountable para a transformação positiva de um modelo de liderança.
Finalmente, percebida a existência da Desculpability, líderes podem investir em cursos e mentorias que as e os auxiliem a construir uma jornada de mudança deste modelo mental, de modo que seja possível alcançar patamares mais elevados de liderança baseados em influência positiva, comunicação e exemplo.
Desenvolvendo valores da Accountability nas equipes
E, para um líder de excelência, não basta mudar individualmente seu comportamento: é preciso estimular as virtudes da Accountability em todas as camadas do negócio – entre suas equipes, pares e colegas.
Para tanto, lembre-se: há indivíduos que só de saberem que outras pessoas estão contando ele, já conseguem dar o primeiro passo para "vestir a camisa" da empresa. Em outros casos, será preciso um acompanhamento mais individualizado, com feedbacks construtivos, orientação contínua e construção de uma relação de transparência e confiança para que os talentos possam se destacar.
Seja qual for o cenário, você pode contar com a Accountability Academy para transformar a cultura de uma empresa e desenvolver modelos de liderança que contribuem para o crescimento de pessoas e de resultados! Fale com um de nossos consultores agora mesmo.Desculpability vs. Accountability: qual é o impacto de cada modelo mental na sua carreira?Quando pensamos nos caminhos que precisam ser trilhados para a construção de uma carreira de sucesso, são muitas as competências organizacionais, soft e hard skills que, ao longo de um processo de aprendizado contínuo, precisam ser colhidos e aperfeiçoados.
Em um levantamento divulgado pela ZipRecruiter no ano passado, por exemplo, habilidades que incluem uma boa comunicação, o planejamento e a gestão do tempo estão entre as capacidades mais buscadas pelos recrutadores.
E, nesse escopo de conhecimentos, sem dúvidas, a proatividade – que envolve o poder da autoiniciativa e de se responsabilizar, de tomar para si iniciativas – é um valor e uma atitude bastante requisitada. Para termos uma ideia sobre a importância dessa competência, de acordo com outra pesquisa (Guia Tendências de RH), a proatividade foi considerada essencial no perfil de profissionais para mais de 67% dos entrevistados.
A proatividade, por sua vez, é um skill que está intimamente ligado ao modelo mental da Accountability – que, conforme explicamos neste artigo, diz respeito a um mindset a partir do qual pessoas são capazes de assumir um senso de dono moral nas suas trajetórias profissionais, se responsabilizando sobre seus atos e entendendo os impactos (positivos e negativos) de cada uma de suas atitudes.
Por outro lado, há outras perspectivas que, ao invés de aproximá-lo da conquista de objetivos de carreira, podem distanciá-lo e transformar um profissional com potencial de crescimento em alguém estagnado, que se paralisou diante das oportunidades e mudanças que fazem parte do ambiente de negócios contemporâneo. Uma delas é a Desculpability, você já ouviu falar?
Desculpability: o modelo da fuga
O termo “Desculpability” foi analisado por João Cordeiro em seu livro "Desculpability: Elimine de vez as desculpas e entregue resultados excepcionais", o qual explica, que para alguns, dar desculpas e culpar os outros deixou de ser uma simples mania passageira e passou a ser um modelo mental definitivo, tornando-se uma parte presente e constante de sua personalidade.
Além disso, em sentido contrário a proatividade – e ao campo mais amplo das virtudes pessoais da Accountability – no modelo mental Desculpability, muitas vezes, o profissional se coloca em uma armadilha para o desenvolvimento de sua carreira que consiste em fingir que não está acontecendo nada. Em outras palavras: ele não assume uma atitude propositiva, faz o mínimo necessário e parece incapaz de se comprometer e "vestir a camisa" de projetos, objetivos organizacionais e conquistas de longo prazo.
Embora, em um primeiro momento, a Desculpability possa parecer inofensiva, manter-se alheio e em rota de fuga as exigências do mercado, forma profissionais que, uma última instância se prejudicam diante da necessidade de atualização e da capacidade de inovar – sobretudo em um mercado guiado por transformações e disrupções a cada minuto.
Accountability: fortalecendo a proatividade e outras virtudes
Embora seja, de fato, bastante desafiador superar o modelo mental da Desculpability – principalmente quando esse elemento já compõe uma parte formativa da personalidade de um indivíduo – João Cordeiro explica que é possível neutralizá-la por meio da Accountability pessoal que, além de fortalecer as competências que citamos na introdução deste artigo (incluindo a proatividade), na prática, nos faz pensar e agir como donos, independentemente do momento de nossas carreiras, e a entregar resultados excepcionais que, consequentemente, contribuem para a nossa evolução profissional.
Em outras palavras: o modelo mental que irá guiar sua trajetória parte também de uma escolha e, se você se enxerga atualmente na estrutura da Desculpability, que tal buscar apoio para uma transformação pessoal que pode gerar frutos positivos em sua carreira?
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Eram muitas as caixas com brinquedos espalhadas pelo chão. Além delas, preenchiam o ambiente várias estantes altas, repletas de livros. Em sua maioria, eram títulos sobre educação. Ao chegar naquela Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) em Americanópolis, na zona sul da capital paulista, fui encaminhado para a sala da diretora. Estava ali para fazer uma palestra para os professores. O ano era 1999 e eu fiquei tão impressionado com o que vi que decidi elogiar o trabalho da prefeitura ao investir na aquisição de materiais de apoio para aquela unidade de ensino. Foi quando ela me olhou nos olhos e perguntou: “Você acha que foi a prefeitura que comprou tudo isso?”.
Aquele acervo, ela me contou em seguida, havia sido adquirido pelos funcionários do colégio. E isso por meio de um acordo interno: a cada três meses, todos os colaboradores, da diretora à auxiliar de limpeza, doavam 10% do salário para a aquisição de livros em sebos e de brinquedos nas lojas de comércio popular da 25 de Março, em São Paulo.
Depois de explicar a iniciativa, ela completou: “Fazemos isso porque somos apaixonados pelo nosso trabalho e por essas crianças”.
Saí mexido daquele lugar, pensando nas palavras dela. O que faz uma pessoa sair do seu quadrado para ajudar o outro? Aquilo era, sem dúvida, uma quebra de paradigma. Comentei sobre o fato com alguns amigos e com o meu mentor, Bemvenutti, e ele me disse que existia até uma palavra para traduzir aquela atitude em inglês: Accountability. Por fim, me orientou a estudar o assunto.
Comprei todos os livros que pude, importados, não havia literatura sobre isso no Brasil. Fui mergulhando no conceito, que passei a incluir nas minhas palestras. Quando me dei conta, havia direcionado a minha trajetória ao entendimento, debate e divulgação do significado da Accountability no Brasil e no mundo.
Mais de 20 anos depois, consolidei uma abordagem única, relacionando a ideia a uma macro virtude moral. Aquela diretora de escola em Americanópolis foi apenas a primeira pessoa incrível a cruzar o meu caminho e me ensinar lições valiosas sobre o tema.
Em essência, a Accountability é a capacidade de pegar a responsabilidade para si e gerar respostas com resultados. É assim que agem os indivíduos accountables. Trata-se de uma virtude que muitas pessoas vivenciam de maneira intuitiva, sem se dar conta de que isso tem um nome. Simplesmente agem de acordo com o que sua consciência manda. Fazem o que é certo, respondem de forma correta a cada situação, adaptam-se aos problemas do cotidiano. Espero que você seja uma pessoa assim: poderosa e transformadora. Se ainda não for, saiba que pode ser. Basta estar consciente e olhar para si mesmo com vontade de transformar aquilo que não está bom.
Longe do lugar de vítima
Outro ponto fundamental: a Accountability se propõe a combater o instinto natural de fuga/defesa que nos leva a um lugar de vítima, fugindo da responsabilidade e culpando os outros e as circunstâncias por tudo o que nos acontece. Apontar culpados, aliás, é a essência da chamada “Desculpability”, termo que criei e transformei num livro de mesmo nome.
E você, já tinha ouvido falar do assunto? Se considera um indivíduo accountable? Que tal começar a pensar sobre isso? Seja como for, para ajudar você a refletir, vou passar a escrever regularmente sobre o tema aqui no LinkedIn.
E tem mais: até o final de 2022 chegará às livrarias a versão atualizada do meu primeiro livro: Accountability - A Evolução da Responsabilidade Pessoal, que apresentará um panorama completo do que há de mais importante neste debate. Mal posso esperar para anunciar aqui a novidade quando tudo estiver pronto.
Vamos em frente. Fique à vontade para compartilhar comigo aqui mesmo, nos comentários, ou nas minhas redes sociais, o que achou deste artigo e como você foi apresentado ao tema.
Até a próximo conteúdo!Cinco coisas sobre demissões em tempos de pandemiaDurante esses quase 90 dias de quarentena, pude acompanhar o processo decisório de alguns gestores sobre a redução de despesas e, consequentemente, do quadro de pessoal. Uns decidiram por não demitir, mesmo sacrificando um pouco o caixa da empresa. Outros optaram por demitir de imediato.
Compartilho pontos interessantes que observei e os convido a fazer uma breve reflexão sobre qual deve ser o nosso papel como líderes.
1. A maioria das demissões foi por performance
Muitos gestores me confessaram que os colaboradores que estavam sendo demitidos já vinham apresentando performance aquém do esperado ou tinham um histórico de relacionamento inadequado. Segundo eles, o corte não impactou a operação. Ou seja, os colaboradores já deveriam ter sido desligados.
Reflexão: Se esta diminuição do quadro não afetaria a operação e se os colaboradores não estavam sendo desenvolvidos com um prazo específico, por que os gestores demoraram tanto tempo para tomar essa decisão?
2. Gestores responsabilizaram a circunstância
Quando questionei como foi o processo de desligamento e o motivo alegado aos colaboradores pela demissão, os gestores me disseram que o argumento foi a retração na economia causada pela pandemia. Não apontaram nem a baixa performance e muito menos o tema de relacionamento inadequado. Confessaram que postergaram feedbacks, deixaram de lado conversas francas por acreditarem que as pessoas poderiam melhorar naturalmente.
Demitir pessoas nem sempre é fácil, mas deixá-las ir para o mercado sem um feedback claro não é correto: elas vão continuar errando sem saber em quais pontos podem melhorar.
Reflexão: Será que estamos fazendo o bem para uma pessoa, ao demití-la sem que ela saiba onde deixou a desejar?
3. Quem não foi demitido, ficou estressado.
Demissões coletivas sempre causam stress naqueles que ficam. Os que não foram demitidos sentem culpa pelos colegas que saíram e entram inconscientemente em pânico por não saberem se serão os próximos a serem desligados. A partir de uma certa intensidade, o stress é nocivo, libera alta quantidade de cortisol e causa baixa produtividade.
Reflexão: Se não for prioridade para o líder a saúde emocional do seu time, de quem será?
4. As demissões foram aos poucos
Em vez de desligarem todos de uma única vez, algumas empresas demitiram aos poucos. Em uma semana uns, na outra, outros, aumentando o sofrimento e a angústia de quem ainda não havia sido desligado.
Esse processo deixou alguns colaboradores paranóicos tentando interpretar sinais nos seus gestores para saber se eles seriam os próximos. Ficavam lendo comportamentos, do tipo: “Ela não me deu bom dia no WhatsApp, será que eu vou ser demitido?” ou “Ele não me agradeceu como sempre fez, será que eu estou na lista?”.
Um pensamento atribuído a Nicolau Maquiavel é: “O bem se faz aos poucos. O mal, de repente.”
Reflexão: Será que esse pensamento de Maquiavel também pode fazer sentido para liderança?
5. O time que ficou não foi reorganizado
Notei que não houve por parte dos gestores um tratamento profilático para aqueles que ficaram, no sentido de redistribuir os trabalhos e reorganizar a rotina. Uma redução de quadro tão significante exige uma gestão semelhante a de uma recontratação, começando tudo de novo, inclusive revendo processos.
Reflexão: Se o gestor não conduzir um processo de redefinição dos trabalhos, quem irá fazer?
Desculpability é, por definição, o hábito de dar desculpas, apontar culpados ou culpar as circunstâncias.
É o antivalor de Accountability. Esses dois conceitos são antagônicos, onde um está presente, o outro não entra. Em ambientes onde o pensamento de dono (Accountability) foi genuinamente incorporado, não cabem desculpas. Os efeitos nocivos da Desculpability são enormes e provocam no gestor até dez comportamentos absolutamente incompatíveis com a liderança. Como por exemplo, culpar as circunstâncias - no caso a pandemia - em vez de dizer que ele, gestor, é quem está insatisfeito com a performance ou com o comportamento; faltar com a franqueza, como omitir dos colaboradores feedbacks francos; e procrastinar, postergando demissões por acreditar que as pessoas vão melhorar “naturalmente”.
Desculpability confunde a mente do gestor fazendo com que ele atue mais no modo gerente, administrando coisas, do que no modo líder, desenvolvendo as pessoas.
Situações de crise como guerras, pandemias e recessões econômicas são momentos que sempre acabam revelando o pior e o melhor no ser humano. Virtudes morais como Accountability podem nos ajudar muito na nossa evolução como pessoas e como líderes.
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