Case Condor: como transformar o conformismo em resultados na sua empresa com AccountabilityMais do que um simples ato de "deixar para depois", a procrastinação está ligada a desconfortos e fatores emocionais que nos impedem de começar ou terminar uma tarefa, gerando impactos em nossa performance, frustrações quanto ao cumprimento de metas e um ciclo que pode culminar em uma mentalidade de conformismo e resignação.
No ambiente corporativo, como é possível imaginar, a procrastinação tem, entre seus efeitos, a baixa performance, motivação e, consequentemente, um nível de entregas que distancia as empresas da excelência necessária para o alcance de seus objetivos estratégicos.
Dentro desse contexto, um relatório de 2022 conduzido pela Reclaim.ai apontou que apenas 12% dos profissionais brasileiros são totalmente produtivos no trabalho.
E um dos motivadores para tal cenário envolve a procrastinação que alcança, inclusive, as lideranças: dados divulgados pela Robert Half em uma pesquisa com CFOs indicaram que 32% confirmaram procrastinar atividades de sua área em virtude de distrações do dia a dia.
Mas como mudar esse cenário?
Para investigar o tema da procrastinação e do conformismo nas empresas (e como vencer esses desafios), no último dia 1° de março, a Accountability Academy convidou o executivo Lahyre Cardoso – diretor de vendas da Condor S/A – para um papo com João Cordeiro (fundador da Accountability Academy e precursor do tema da Accountability no Brasil), mediado por Débora Zonzini (Head da Accountability Academy), sobre o papel das virtudes accountable enquanto ferramentas para a construção de carreiras bem-sucedidas, aumento na produtividade e geração de resultados nas organizações.
Confira os principais insights da conversa e aplique em seus negócios!
Entendendo aonde você quer chegar
Com quase 100 anos de história, a Condor S/A foi fundada em 1929 soube manter, concomitantemente, a tradição que a transformou em uma das líderes na produção de escovas dentais e de cabelos, vassouras, pincéis e produtos para higiene bucal, com a inovação necessária para se adaptar e liderar transformações importantes no mercado.
E a geração desse legado está diretamente conectada a uma das observações centrais de Lahyre Cardoso durante o webinar: "todo profissional e toda empresa precisa entender para onde você quer ir e aí o resultado é consistente. O resultado é para sempre, ele fica e não vai embora. Temos de ter em mente também que o que mais importa nesse processo é o desenvolvimento, a constância, e como em uma viagem de trem, a cada estação, você fica mais próximo do seu destino”.
Ele explicou ainda que, ao ter essa clareza sobre o destino e a jornada até às metas, o processo para vencer a ansiedade e a procrastinação se torna cada vez mais fortalecido, esclarecendo ainda que a Accountability –implementada em anos de formação e parceria com a Accountability Academy – foi determinante para que o executivo superasse os primeiros desafios da sua carreira, moldando a sua mentalidade no sentido da excelência.
Implementando o senso de urgência
Lahyre Cardoso também ressaltou que as virtudes da Accountability foram essenciais na construção do senso de urgência que perpassa sua atuação e modelo de gestão de equipes, em diferentes empresas pelas quais atuou.
"Não podemos ter medo de metas, quando começamos uma atividade – e, principalmente, quando lideramos um grande processo de transformação, sempre haverá resistência e obstáculos a serem vencidos. É importante deixar a estratégia clara e mostrar que aquele ganho de eficiência, aquele prazo mais enxuto, não só é possível, como nos levará ao ponto em que desejamos chegar.”
Segundo o executivo da Condor, tudo isso também passa pela Accountability, no processo de dar responsabilidade aos colaboradores, entendendo o contexto de cada indivíduo, mas sem abrir mão de uma cultura focada em resultados. Além disso, ele também falou sobre como a Accountability é essencial para educar e engajar as equipes.
Accountability na carreira: vencendo a procrastinação e gerando resultados
Passando por grandes cases de sua carreira – incluindo uma ampla transformação nos processos de distribuição da Nestlé que culminaram em ganhos expressivos e mudanças estratégicas em sua trajetória – Lahyre Cardoso frisou que, para vencer a procrastinação e transformar conformismo em alta performance, cada profissional precisa carregar o senso de dono em suas carreiras.
João Cordeiro reforçou essa visão, apontando que, "quando você é o dono da sua carreira, você irá querer trazer performance. Ou você constrói performance, ou vai ser frágil e, no mercado, perdemos relevância. O senso de dono, nesse sentido, é fundamental e ele deve partir das lideranças que precisam estimular a Accountability, afinal, para que um projeto seja bem-sucedido, ele depende de muitas iniciativas próprias e proatividade contínua".
Quer fazer como Lahyre Cardoso e impulsionar a excelência em sua carreira durante toda a sua jornada profissional? Então não deixe de conhecer os cursos Accountable Leader e Accountability 4All da Accountability Academy.
Com nosso apoio – e sua iniciativa de transformação – a Accountability pode se tornar a base estratégica para que você alcance a produtividade e os resultados que merece, superando definitivamente a procrastinação e o conformismo!
3 desafios a serem superados na implementação da Accountability na sua empresaQue a Accountability pode ser um divisor de águas para a cultura de uma organização, parece não haver maiores dúvidas.
Para além dos impactos positivos no senso de responsabilidade, compromisso moral com os bens tangíveis e intangíveis de uma empresa, maiores níveis de colaboração e da superação das desculpas que atrasam nosso desenvolvimento pessoal e profissional, a Accountability está diretamente ligada ao alcance dos resultados estratégicos de uma corporação.
Sobre esse ponto, a McKinsey já computou que empresas com um índice elevado de Accountability (e de outras variáveis ligadas a liderança e gestão) geram retornos totais aos acionistas 3 vezes maiores ao longo do tempo do que negócios não sustentados por tais práticas. Em outras palavras: ser accountable pode triplicar a excelência e os retornos financeiros de um negócio.
Mas a Accountability é uma virtude que, como tal, depende do comprometimento e interesse de colaboradores, lideranças e da alta gestão de uma empresa em investir nessa jornada de transformação cultural que não se constrói do dia para a noite.
Neste artigo, destacamos três desafios importantes que precisarão ser vencidos dentro dessa trajetória. Confira abaixo quais são eles!
1. Vencer a Desculpability
Todos nós temos uma desculpa para mudar, afinal de contas, um processo de transformação leva tempo, exige esforços, foco e visão de longo. Assim como uma nova habilidade, a Accountability é uma virtude que precisa ser aprendida, internalizada e praticada para que seus benefícios sejam observados de modo objetivo e quantificável.
2. Conectar a Accountability com resultados e processos
E por falar em prática, do ponto de vista das organizações, para que a Accountability, de fato, seja um mecanismo de sustentação para uma cultura forte, comprometida e de excelência, ela deve ser integrada aos processos de gestão de pessoas, seja por meio de reuniões, treinamentos ou leituras e práticas específicas com foco na difusão dos princípios accountable.
Nesse mesmo sentido, para que as lideranças convençam a alta gestão acerca da importância da Accountability, ela precisa ser atrelada aos resultados e exemplos de transformação que ela poderá gerar para uma empresa no decurso do tempo.
3. Entender que a Accountability não é uma “moda passageira”
Finalmente, é preciso entender que a Accountability não é apenas uma tendência em alta no mercado: ela é evolução da responsabilidade e uma demanda que se liga a um novo momento de um universo corporativo que exige mais transparência, compliance e conformidade no relacionamento com colaboradores, stakeholders, agentes internos e externos ao ecossistema de uma corporação.
Na Accountability Academy, você pode contar com todo o suporte que sua empresa precisa para trilhar uma jornada de transformação cultural sustentada por princípios sólidos de Accountability.
Por meio de nossos cursos Accountability 4All e Accountable Leader, os gestores terão os instrumentos-chave para difundir valores como a responsabilidade, senso de dono e proatividade em todos os níveis de sua empresa. Além disso, disponibilizamos ferramentas de sustentação exclusivas para que a Accountability faça realmente parte da cultura do seu negócio.
Para saber mais, acesse nosso e-book exclusivo com um guia definitivo para implantar uma cultura Accountability na sua empresa e lembre-se: a Accountability é uma rota estratégica para fortalecer a cultura das organizações.
Os benefícios da Accountability para a cultura de uma empresaOs estudos sobre Accountability vem sendo discutidos há muito mais tempo do que se imagina e remontam as reflexões de filósofos e pensadores que analisaram o processo de formação dos valores e das virtudes de um ser humano.
No livro "Ética a Nicômaco", por exemplo, o filósofo grego Aristóteles já explicava que o ser humano não nasce virtuoso ou ético – ele se torna virtuoso por meio do aprendizado e, acima de tudo, do hábito e da prática das virtudes que o permitiram internalizar um conjunto de valores positivo em prol de uma jornada de excelência e de ações positivas visando tanto seu próprio desenvolvimento, quanto o bem comum.
Esse ponto de partida é um dos princípios centrais da Accountability: ela também não é uma virtude inata e precisa ser desenvolvida, rememorada e fortalecida até que faça parte do conjunto interno de valores que nos formam enquanto indivíduos responsáveis, atuantes em sociedade e que entendem o impacto de suas ações sobre o meio e os ecossistemas humanos que nos cercam.
Nesse sentido, pensando na realidade das corporações e empresas do Brasil e do mundo, a Accountability pode ser um sustentáculo essencial para o desenvolvimento de outras virtudes como o senso de dono, propósito, proatividade, colaboraçāo e transparência, além de um catalisador e potencializador dos valores que já fazem parte de uma empresa e de sua cultura.
Claro que, nesse processo – que envolve um amplo movimento de transformação cultural – uma série de desafios e barreiras (individuais e coletivas) precisam ser superadas, tendo-se em vista a difusão de todas as dimensões da Accountability em um negócio.
Nesse sentido, estamos falando de uma jornada que não se constrói do dia para a noite e que demanda o suporte de especialistas para que a Accountability seja implementada com sucesso nas corporações.
Quando esses desafios são superados – a partir de um conjunto de estratégias que podem ser adaptadas de acordo com a realidade de uma empresa – uma série de benefícios poderão ser observados. Dentre eles, podemos citar:
1- Transformação cultural – que é base de todas as outras transformações organizacionais, incluindo a transformação digital;
2- Expansão dos níveis de compliance;
3- Alinhamento entre resultados, Accountability e valores da empresa;
4- Geração de resultados sustentáveis no longo prazo;
5- Maior colaboração, cuidado e compromisso com os bens tangíveis e intangíveis da empresa;
6- Senso de dono;
7- Maior eficiência;
8- Engajamento e motivação;
9- Geração de inovação.
E, se você quer entender melhor sobre como alcançar esses objetivos, não deixe de conferir nosso novo e-book que aborda os passos definitivos para implantar Accountability na cultura da sua empresa.
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Case Prosegur: os efeitos positivos da Accountability para as liderançasQuais os impactos concretos da Accountability na cultura de uma empresa? Essa é uma pergunta muito comum quando executivos e lideranças começam a pesquisar sobre a perspectiva accountable e desejam se aprofundar no tema, de modo a implementar os preceitos do senso de dono e do protagonismo nas organizações em que atuam.
Para analisar esse importante questionamento, recentente relizamos um webinar exclusivo, mediado por Débora Zonzini – Co-owner da Acountability Academy, e como convidados, o diretor de RH da Prosegur, Marcelo Rucker, que dividiu com João Cordeiro – sócio-fundador da Accountability Academy, especialista em liderança e primeiro pesquisador do país a abordar o tema em publicações no Brasil – a experiência de sucesso e os benefícios que a empresa colheu a partir do curso Accountability 4All.
Neste artigo, dividimos os principais insights desta conversa. Acompanhe a leitura e conheça, definitivamente, alguns dos principais efeitos da Accountability para a cultura e para a atuação dos líderes de um negócio!
Um divisor de águas
Com quase 50 anos de história, a Prosegur é uma multinacional espanhola que atua em diversas frentes de segurança – da logística de valores a proteção patrimonial – com presença em quatro continentes e que tem no Brasil um de seus principais eixos operacionais. Com quase 40 mil colaboradores no país, aproximadamente 2 mil lideranças, a companhia conta com escritórios em todos os estados da federação e aproximadamente 4 mil municípios.
Segundo Marcelo Rucker, estimular a cultura do protagonismo entre as lideranças foi um dos principais motivadores que fizeram a área de recursos humanos da Prosegur buscar o aprofundamento nos conceitos da Accountability.
"Implementar esse projeto com o apoio da Accountability Academy foi um divisor de águas para a Prosegur. Quando levamos em conta o tamanho de nossa estrutura no Brasil, se você não acreditar na cultura do protagonismo, a operação não funciona. Não basta simplesmente trabalhar na lógica do “comando e controle”. A empresa já possuía uma disciplina muito forte – necessárias para se trabalhar com segurança. Mas o protagonismo precisa ser o cerne dessa mentalidade e, após a imersão nos valores da Accountability, uma transformação cultural profunda e positiva pode ser percebida rapidamente", comentou Rucker na conversa com João Cordeiro.
Os desafios e a necessidade de mudança
E uma transformação cultural verdadeira, sem dúvidas, só se constrói com a participação ativa das lideranças de uma empresa. Sobre esse ponto, além da questão complexa relacionada ao porte estrutural da Prosegur no Brasil, Marcelo Rucker dividiu no webinar um desafio importante que pode ser vencido a partir do fortalecimento da Accountability na cultura da empresa.
“Nós percebíamos uma lacuna na capacidade de gerir das lideranças relacionada, sobretudo, à responsabilidade. Determinado projeto não acontecia por causa de fulano, de sicrano, das condições externas. Havia, nesse sentido, um processo de transferência de responsabilidade muito comum na empresa. Com o curso, ampliamos a potência de protagonismo de nossos líderes e, por extensão, de nossas equipes”, explicou Rucker.
Os efeitos positivos da Accountability
Resumindo alguns dos impactos positivos do programa na empresa, o diretor de RH da Prosegur acrescentou ainda que, por meio da Accountability:
- Os líderes passaram a identificar atitudes de Desculpability e assumir mais responsabilidade nos projetos;
- O nível de resolução de problemas (ao invés de simplesmente identificar falhas) aumentou na empresa;
- Maior agilidade na condução de atividades, projetos e iniciativas;
- Maior colaboração e envolvimento;
- Ganho de protagonismo e em proatividade dos líderes e colaboradores.
João Cordeiro frisou ainda que um dos objetivos da Accountability é, justamente, combater e transformar desculpas em um novo modelo mental de busca por soluções que ampliam a criatividade, inovação e a geração de mudanças realmente positivas nas empresas.
E, se assim como a Prosegur, sua organização deseja impulsionar e fortalecer os valores do protagonismo e do senso de dono na cultura do negócio e entre seus líderes, não deixe de conhecer os cursos Accountable Leader e Accountability 4All da Accountability Academy. Dê esse passo, supere as desculpas e explore todo o potencial de crescimento da sua empresa!
Responsabilidade tradicional X Accountability: entenda as diferenças e escolha o modelo ideal para sua empresaA eficácia de uma organização muitas vezes está atrelada à sua capacidade de estabelecer e gerenciar responsabilidades. Neste artigo, exploraremos as nuances de cada abordagem, ajudando você a entender as diferenças e a escolher qual se alinha melhor aos objetivos da sua empresa.
O que é Accountability?
Antes de mergulharmos nos modelos, é crucial entender o conceito de accountability. Em termos simples, accountability refere-se à responsabilidade (de dentro pra fora) de indivíduos para o cumprimento de tarefas, alcance de metas e prestação de contas pelos resultados, que tem como objetivo garantir mais transparência
O conceito da responsabilidade: a Pirâmide Tradicional
No modelo tradicional de responsabilidade, a estrutura organizacional se assemelha a uma pirâmide, com a autoridade fluindo de cima para baixo. Este é um modelo clássico e antigo de gestão, onde líderes e gestores detêm a maior parte da autoridade, tomando decisões estratégicas e estabelecendo metas. Este modelo tradicional cria uma clara hierarquia dentro da organização, onde cada nível é responsável por cumprir as diretrizes definidas pelos superiores.
Características principais
1. Cadeia de Comando Clara: A responsabilidade é distribuída de forma hierárquica, com líderes e gestores definindo metas e direcionando a equipe para alcançá-las. A cadeia de comando é clara e bem definida.
2. Decisões Top-Down: As decisões estratégicas fluem de cima para baixo. Os líderes estabelecem as diretrizes e os membros da equipe são encarregados de executar as tarefas conforme as orientações recebidas.
3. Responsabilidade Delimitada: Cada nível na hierarquia tem responsabilidades específicas e é responsável por prestar contas pelos resultados em sua área designada. A accountability é claramente delimitada.
4. Estrutura Organizacional Estável: Este modelo tende a criar uma estrutura organizacional estável e previsível, facilitando a gestão eficiente de recursos e o cumprimento de objetivos de curto prazo.
Vantagens do Modelo Vertical
1. Tomadas de Decisão Rápidas: As decisões são tomadas de maneira eficiente, uma vez que a autoridade está concentrada nos líderes.
2. Hierarquia Clara: A estrutura hierárquica clara facilita a compreensão da cadeia de comando e das responsabilidades individuais.
3. Conformidade e Consistência: Esse modelo é muitas vezes associado a maior conformidade com políticas e procedimentos, promovendo consistência nas operações.
Desafios do Modelo Vertical
1. Falta de Flexibilidade: Pode ser menos adaptável a mudanças rápidas no ambiente de negócios devido à rigidez da hierarquia.
2. Menos Inovação Bottom-Up: A inovação muitas vezes se origina de níveis inferiores, e um modelo vertical pode limitar a contribuição dessas camadas.
3. Comunicação Limitada: A comunicação pode ser filtrada ao passar por diferentes níveis hierárquicos, levando a possíveis distorções de informações.
Esse modelo de controle e responsabilidade é eficaz em situações onde a conformidade, consistência e rapidez na tomada de decisões são prioridades. No entanto, as organizações modernas estão cada vez mais explorando modelos híbridos que incorporam elementos de accountability horizontal para promover a agilidade e a inovação.
Accountability: A Colaboração como Pilar
Diferentemente do modelo tradicional de responsabilidade, o accountability adota uma abordagem mais colaborativa, promovendo a responsabilidade compartilhada entre os membros da equipe, independentemente de suas posições na hierarquia organizacional. Este modelo incentiva a colaboração interdepartamental e busca distribuir as responsabilidades de maneira mais equitativa em todos os níveis da organização.
Características principais
1. Colaboração Interdepartamental: A accountability horizontal enfatiza a colaboração entre diferentes departamentos e níveis hierárquicos. Os membros da equipe trabalham juntos para alcançar objetivos comuns.
2. Tomada de Decisão Coletiva: A tomada de decisão não é restrita aos líderes de topo. Em vez disso, é um esforço colaborativo, onde várias vozes contribuem para as escolhas organizacionais.
3. Responsabilidade Compartilhada: Todos os membros da equipe têm uma parcela de responsabilidade na consecução dos objetivos organizacionais. Não há uma concentração exclusiva de accountability nos líderes.
4. Flexibilidade e Agilidade: A estrutura horizontal é muitas vezes mais flexível e ágil, permitindo uma adaptação mais rápida a mudanças nas circunstâncias ou no mercado.
Vantagens do Modelo Horizontal
1. Estimula a Inovação: A colaboração aberta promove a troca de ideias, favorecendo a inovação e a criatividade.
2. Engajamento da Equipe: A responsabilidade compartilhada cria um senso de propriedade entre os membros da equipe, aumentando o engajamento e o comprometimento.
3. Adaptação a Mudanças: A estrutura horizontal é muitas vezes mais adaptável a mudanças no ambiente de negócios, facilitando a rápida implementação de novas estratégias.
Desafios do Modelo Horizontal
1. Comunicação Eficiente Necessária: A eficácia do modelo horizontal depende fortemente de uma comunicação clara e eficiente entre os membros da equipe.
2. Possível Ambiguidade de Responsabilidade: A distribuição igualitária de responsabilidades pode levar à ambiguidade sobre quem é responsável por quê, exigindo uma gestão cuidadosa.
3. Decisões Mais Lentas: A tomada de decisão colaborativa pode ser mais demorada, especialmente em organizações grandes.
O modelo de accountability é especialmente eficaz em ambientes onde a inovação, flexibilidade e engajamento da equipe são prioritários.
Conclusão
A escolha entre o modelo de tracional e Accountability deve ser feita considerando a natureza do negócio, a cultura organizacional e a estratégia de crescimento. Mas, não é por acaso que os valores da Accountability têm gerado cada vez mais interesse, e vem sendo adotado nas empresas no Brasil e no mundo.
A evolução da responsabilidade
A partir do momento em que uma pessoa entende, de verdade, o conceito de Accountability, adquirindo a noção de pegar para si a responsabilidade e gerar respostas com resultados, sua contribuição para consigo mesma e para com os outros ao seu redor eleva-se a um estágio mais alto. Quando isso acontece, nos tornamos melhores filhos, pais, líderes, pessoas.
O planeta precisa de pessoas melhores. Nos próximos anos, provavelmente, vamos assistir a uma mudança ainda maior nos relacionamentos, especialmente no ambiente corporativo. O mundo vai continuar mudando e nossa concepção de responsabilidade precisa acompanhar essas alterações. As estruturas hierárquicas tendem a se tornar menos rígidas; a colaboração genuína será cada vez mais esperada e valorizada.
O trabalho, sabemos, deixou de estar preso a uma sala instalada na sede de uma empresa. O profissional vai trabalhar a partir de diferentes lugares, comunicando-se em tempo real com a sua organização. Até mesmo em ambientes fabris as linhas de produção vão refletir essas mudanças. Em toda parte, a relação com os colaboradores sofrerá alterações provocadas por uma evolução do Código Civil, pela pressão dos sindicatos ou meramente pela simples mudança de mentalidade do colaborador, que não vai mais se sujeitar a trabalhar em qualquer ambiente.
Se esperarmos que as soluções para nossa vida pessoal e profissional venham dos outros – das instituições, do governo, da empresa, dos nossos pais, do cônjuge, do nosso gestor, das circunstâncias – sejam elas quais forem – continuaremos a culpar o mundo pelos nossos sonhos não concretizados.
Questão de consciência
Em linhas gerais, podemos dizer que a responsabilidade evolui a partir da educação, dos costumes, das leis. Na minha avaliação, algumas leis brasileiras retiram a responsabilidade dos indivíduos, em vez de estimular.
É o caso da Lei 9.502[1], de 1997, que dispõe sobre os avisos a serem fixados nas portas externas dos elevadores instalados nas edificações públicas e particulares. É o clássico lembrete: “Aviso aos passageiros: antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.”
A meu ver, isso tira das pessoas a consciência de ter atenção aos elevadores. Nem seria preciso que uma lei nos lembrasse disso. Olhar para essas questões é uma missão que cabe a todos nós. Vale destacar ainda que novos desafios se apresentam a cada dia.
Vejamos, por exemplo, a disseminação de notícias falsas nas redes sociais e nos serviços de troca de mensagens, as chamadas fake news, em inglês. A meu ver, quem repassa uma informação é responsável por ela, precisa ter critérios, conhecer a fonte, saber o que está fazendo. Não se pode sair por aí repassando mentiras, os prejuízos podem ser grandes para todos.
Em contrapartida, o comportamento dos accountables, daqueles dotados por essa virtude moral, arrasta junto outras virtudes. Quem tem Accountability tende a ser mais gentil, mais comprometido com os outros, mais compassivo e tolerante, quer o melhor para todos. São normalmente pessoas mais colaborativas e empáticas.
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